Mehinaku
(2001)
Message from Amazon
 


CD duplo com um disco Étnico e outro Fusion. O encarte interno tem 60 páginas 
de texto bilíngue e belíssimas fotos de Vito D'Alessio
Trabalho que acompanha um livro de 120 paginas e um vídeo documentário.
O disco Étnico tem 26 faixas e é um resgate das músicas do dia-a-dia 
dos Mehinaku (tribo do Alto Xingú) assim como são entoadas.
O disco Fusion é um trabalho de arranjo/composição conjunta onde são acrescentados 
instrumentos como Bateria, Piano, Baixo acústico, Violão, Teclados e Percussão.

Leia abaixo mais detalhes sobre o projeto.

DISCO FUSION

1. Auchpai (Felicidade)  02:46  
2. Flautas Sagradas  04:46    
3. Canto das Mulheres I  04:07
4. Flauta Kaukaten  03:33
5. Canto das Mulheres II   04:21
6. Vai banhá   07:45
7. Canto das Mulheres III  04:26  
8. Canto do Cacique Monain   03:58  
9. Aruak   02:42
10. Grita Amazônia  04:11

Sá Brito - Arranjos e Direção musical
Mauricio Grassmann - Direção de áudio, Mixagem e Pré-masterização
Simone Soul - Bateria e Percussão
Alfredo Bello - Baixo Acústico
Juliano Beccari - Piano e teclados

CONVIDADOS ESPECIAIS
Naná Vasconcelos - Percussão e voz
Badi Assad - Violão e voz
Toninho Carrasqueira - Flauta e Flautim
Caito Marcondes - Percussão
Enio Antunes - Violino
Alexandre Mazak - Viola
Raiff Dantas - Violoncelo
Renata Rosa - Voz em "Grita Amazonia"

 

Badi Assad

Naná Vasconcelos

Carrasqueira

Edição do material bruto - Mauricio Grassmann e Sá Brito no estúdio FrequênCia Rara    
Gravação - João Zilio e Gustavo Souza no estúdio do Sesc Vila Mariana    
Mixagem e Masterização - Mauricio Grassmann no estúdio FrequênCia Rara

Sá Brito viajou com a equipe da Dialeto até a tribo dos Mehinaku onde passou vários dias captando todo tipo de material sonoro num Dat portátil.

 

Sá Brito captando as flautas no centro da aldeia Mehinaku

Estas várias horas de Dats gravados foram ouvidas muitas vezes pelo Sá Brito que fez uma pré-seleção do material escolhido para os dois discos.

Já no estúdio, junto com Mauricio Grassmann foi feita mais uma "peneirada" neste material e começamos a editá-lo. A grande dificuldade encontrada neste ponto do processo, é que estávamos trabalhando com um material totalmente novo, para finalizá-lo de uma forma também inusitada. Em cada momento, cada compasso, tínhamos dúvidas de QUANTO deveríamos corrigir os tempos de canto ou percussão, quanto "corrigir" nas afinações para que tivéssemos uma base sonora com estruturas mais comuns aos nossos ouvidos, tudo isso sem perder o swing e a naturalidade do original. 

 

Simone Soul

Alfredo Bello

Juliano Beccari

Tanto eu como o Sá Brito ficamos muito impressionados em descobrir que os Mehinaku utilizam escalas muito mais complexas do que as nossas, com intervalos de 1/4 de tom, onde tivemos que interferir para que estas escalas soassem como as nossas, senão não teríamos instrumentos com afinações capazes de acompanhá-los. Eles também se valem de fórmulas de compasso bem complexas ( uma canção era em 9/8 ) e cantam com um swing de dar inveja a muito jazzista. Por vezes nos sentíamos como que "catequizando" o som dos Mehinaku.

Todo este trabalho de edição, correção e montagem iniciais foram feitas com o CakeWalk Pro e Sound Forge. Neste ponto tínhamos as bases prontas para iniciar os arranjos/composições.

O próximo passo foi o Sá Brito ouvir estas bases até "baixar a inspiração" para escrever os arranjos.
 

Sá Brito Mauricio Grassmann no estúdio do Sesc

Com quase todos os arranjos prontos, os músicos foram convocados para conhecer o trabalho. Foram feitos alguns ensaios onde cada músico deu sua colaboração - também nos próprios arranjos - e foi aparecendo a "cara" final do trabalho.

Em seguida, demos início às gravações, feitas no estúdio do Sesc Vila Mariana. Elas foram feitas em ProTools 16 pistas, pelo João Zilio e auxiliadas pelo Gustavo Souza. Os músicos gravaram em cima das bases prontas dos índios, acrescentando Piano Acústico, Baixo Acústico, Bateria e Percussão.
Para finalizar, os convidados especiais vieram gravar. O violão e voz da Badi, a moringa de vidro, voz, cabaça com vassourinha do Naná, a flauta e flautim do Carrasqueira deram o toque mágico no trabalho. Aí tudo foi passado como arquivos em pistas separadas para CDs e levado para o FrequênCia Rara. Nesta etapa de mixagem foi utilizado um sistema Pro Tools de 24 pistas. Toda mixagem foi feita por Mauricio Grassmann e Sá Brito. Também foram feitas novas edições com o novo material, mais algumas correções de tempo e afinação. Foram plugados apenas compressor, equalizador e reverber em plug-ins Digidesign. Optamos por deixar os timbres o mais próximo do original, e manter as tomadas originais dos índios sempre à frente - ou no mínimo bem presentes -  no arranjo. 

Finalizando, a masterização feita no Sound Forge, nos 2 discos. Esta etapa foi bem simples, pois como todas as etapas do trabalho foram muito bem cuidadas,  este tinha uma qualidade e constância tímbrica/harmônica que facilitaram muito a etapa final. 

E pronto!  Você tem no início da página alguns trechos de músicas para ouvir e viajar com os Mehinaku.

LINKS

http://www.tvcultura.com.br/mehinaku/creditos.htm

http://www.mexico-connect.com/aff/Prog04Docs.html

http://www.dialeto.com/  e clique em projetos